Fabiana Soler é vereadora do PT em Potim (SP). Formada em Comunicação Social pela UNESP de Bauru, é Administradora com extensa experiência na área de Pesquisas de Opinião Pública.
quarta-feira, 2 de junho de 2010
SERRA, O SEM-VICE...
Por que ninguém quer ser vice de Serra?
Messias Pontes
A pouco mais de uma semana para a realização de sua convenção nacional, o PSDB ainda não tem um nome para compor a chapa majoritária a ser encabeçada pelo ex-governador paulista José Serra para concorrer a Presidência da República. A confusão no ninho tucano e de seus aliados é tamanha que está tirando o sono de todos eles, notadamente do Coisa Ruim, que insiste na mudança de rumo comportamental de Serra, já que este, com medo de perder mais eleitores, deixou de bater no presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mas a ordem é bater com violência e Serra já começou. Isto mostra ao eleitor que ele está agindo como biruta de aeroporto, indo ao sabor dos ventos.
No que pese toda a pressão midiática e de todas as lideranças liberal-conservadoras, o ex-governador mineiro Aécio Neves já bateu o martelo e disse que nada o fará aceitar a vice de Serra. “Se não sirvo para ser o candidato a presidente, também não sirvo para ser vice”, desabafou o neto de Tancredo Neves. O senador Tasso Jereissati, igualmente, descartou de vez essa possibilidade. Portanto, chapa pura está fora de cogitação.
O ideal seria uma composição com o DEMO, mas o nome preferido está fora de combate, no caso José Roberto Arruda, apanhado com a mão na botija, sendo forçado a renunciar ao governo do Distrito Federal. Sobraria para a senadora Kátia Abreu, do DEMO do Tocantins, mas esta, pela sua truculência, é odiada pelos movimentos sociais de todo o País e inviabilizaria um possível apoio dos eleitores de Marina Silva num hipotético segundo turno. Outro demo fora do baralho é o seu presidente nacional, deputado federal Rodrigo Maia, que ainda não esclareceu a denúncia de seu envolvimento com o mensalão de Roberto Arruda.
Outra opção seria o senador carioca Francisco Dorneles, do PP. Contudo o seu partido está dividido entre apoiar Serra ou a petista Dilma Rousseff. Ademais, Dorneles queimou-se completamente ao tentar mudar o texto do projeto de iniciativa popular Ficha Limpa, para beneficiar os corruptos, em especial o deputado Paulo Maluf. No PPS, o seu presidente Roberto Freire não é sequer cogitado, até porque falta-lhe credibilidade e não tem voto sequer para se eleger síndico do seu condomínio residencial. Já o ex-presidente Itamar Franco já avisou que quer mesmo é disputar o Senado.
Na realidade, todos os que estão rejeitando a indicação para vice alegando ser mais importantes para os seus estados como senador, têm a certeza da derrota, já que a tendência verificada há mais de um ano é de queda de Serra e de subida de Dilma revelada pelos institutos de pesquisa de opinião. A expectativa de vitória da candidata do presidente Lula ainda no primeiro turno tem desestimulado as principais lideranças da direita conservadora a aceitar a vice de Serra.
O crescimento histórico da economia, principalmente num momento de crise mundial do capitalismo, é outro fator a desestimular alguém a aceitar a vice de Serra. Segundo estudo revelado pelo BNDES semana passada, no período de 2010 a 2013 a indústria vai investir a colossal soma de R$ 1,324 trilhão, valor 55% superior ao que aplicou de 2005 a 2008. Trata-se do maior investimento destinado à produção dos últimos 35 anos.Por outro lado, setores democráticos que alimentavam alguma ilusão com relação ao ex-governador paulista estão se desiludindo e até se decepcionando com as posições retrógradas do pré-candidato tucano. É que este já explicitou a sua posição contrária à política de integração regional e sua preferência pelo retorno do alinhamento automático com os Estados Unidos, a exemplo do que fez o Coisa Ruim nos seus oito anos de entreguismo (1995 a 2002).
Também não se viu por parte de José Serra nenhuma posição contrária ao criminoso bombardeio ao comboio de navios, em águas internacionais, por parte do Estado terrorista de Israel, quando foram mortos, há dois dias, dez pessoas e dezenas de outras ficaram feridas. O comboio levava alimentos para os famintos da Faixa de Gaza, na Palestina. O criminoso bloqueio de Israel à Palestina, igualmente, parece ter o apoio de Serra.A indefinição dos coordenadores regionais devido a uma acirrada disputa entre os três partidos que sustentam a candidatura da direita conservadora é outro fator que pesa contra Serra. E o fato de ninguém querer aceitar a vice já está virando chacota em toda parte: “você quer ser o vice do Serra?”, ironiza-se nas ruas, nos bares e nos botequins. Parece até que o ninho tucano está infestado de pichilinga.
Por que no Ceará todos querem ser candidato a vice na chapa do governador de Cid Gomes (PSB)? No PT há inclusive uma acirrada disputa interna pela indicação. Todos querem porque sabem que a reeleição mais tranqüila no Brasil é justamente a de Cid Gomes. O resto é desculpa esfarrapada de quem só quer entrar na disputa se for pra ganhar. E com a economia bombando como está, então nem pensar.
Messias Pontes é jornalista e colaborador do Vermelho/CE
Para entender a matéria "aloprada" do O Globo
Globo denuncia aloprada ligação da filha de Serra com irmã de Dantas
O jornal O Globo publica hoje na página 3 (clique aqui para ler) reportagem do tipo “samba do crioulo doido”, diria o Stanislaw. O titulo é “No rastro de novos ‘aloprados’ ” Os aloprados, como se sabe, são os que se envolveram numa tentativa de fixar na testa de José Serra a compra de ambulâncias que fez como Ministro da Saúde e quando deixou no lugar seu herdeiro político Barjas Negri. Levantamento impecável do ministro da Corregedoria Geral da Republica, Jorge Hage, demonstra que as ambulâncias eram “superfaturadas”, debaixo do nariz de Serra e de Negri. (Para dizer pouco …) Deu com os burros n’água essa tentativa de colar as ambulâncias na testa do Serra na eleição para governador de São Paulo, em 2006. Em parte, por causa da incompetência dos agentes “eleitorais” do PT de São Paulo – que o Lula chamou de “aloprados”. Em parte, porque o PiG (*) trabalhou furiosamente para blindar Serra. Agora, essa reportagem de hoje do Globo – ganha um doce quem entendê-la – tenta demonstrar que há um novo “alopramento” na campanha da Dilma. É tratar da notória ligação da filha do Serra com a irmã do Daniel Dantas.
A “reportagem-charada” do Globo não trata da ligação entre as duas, celebrada na Flórida, em Miami – êpa ! Em Miami ! A reportagem trata do “alopramento”. É assim como tratar da missa sem falar do padre. É provável que a campanha da Dilma não queria tratar da associação da filha do Serra com a irmã do Dantas. Problema da Dilma. Este Conversa Afiada se vangloria de ser um dos poucos na blogosfera – ou fora dela – que trate do assunto com especial interesse. E aí vai para os leitores do Globo, que não entenderam nada da reportagem de hoje. É também uma singela homenagem à colonista (**) a quem o Otavinho cede a página dois da Ilustrada da Folha (***). Ao tratar desse assunto, a notável colonista deu mais espaço ao desmentido da filha do Serra do que à informação propriamente dita. Questão de estilo. O Conversa Afiada lembra, também, que na Operação Satiagraha há menção de uma articulação entre Serra, Daniel Dantas e o notável empresário Naji Nahas para tratar da venda da CESP. Serra queria que o Nahas arrumasse um comprador do mundo árabe. Nahas reclamou que Serra pedia um preço muito alto. E Serra mandou dizer que, depois, baixava o preço. Isso tudo – e muito mais – está nos documentos que o Ministro Eros Grau trancou no cofre: a escuta (substanciosa) da Satiagraha. (Esse Conversa Afiada sabe de cada coisa … Agora, a Satiagraha sabe mais … ) Veja o que disse o amigo navegante Sidnei, em e-mail enviado algum tempo atrás: Silnei L Andrade http://mce_host/compose?to=webmaster@mochilabrasil.com.br Olhem o que diz a Wikipédia sobre a empresa Decidir.com: http://pt.wikipedia.org/wiki/Decidir.com,_Inc
Decidir.com, Inc. é uma empresa multinacional, registrada em Miami no dia 3 de maio de 2000 sob o número P00000044377, na qual foram sócias Verônica Dantas Rodemburg (****), irmã de Daniel Dantas, do Banco Opportunity, e Verônica Allende Serra, filha do governador José Serra. A empresa tem filiais na Argentina, Chile, México, Venezuela e Brasil. Seu site oferecia oportunidades de negócios, inclusive na área de licitações públicas no Brasil. “Encontre em nossa base de licitações a oportunidade certa para se tornar um fornecedor do Estado” [1]. Verônica Serra retirou-se da empresa pouco antes de José Serra ser oficializado candidato à presidência da república, em 2002 [1].
Quer dizer então que a filha do Serra é sócia da Irmã do Daniel Dantas?Que beleza hein…Veja aqui o documento do Governo da Florida sobre a “aloprada” ligação empresarial entre a filha de Serra e a irmã de Dantas:
http://www.sunbiz.org/scripts/cordet.exe?action=DETFIL&inq_doc_number=P00000044377&inq_came_from=NAMFWD&cor_web_names_seq_number=0000&names_name_ind=N&names_cor_number=&names_name_seq=&names_name_ind=&names_comp_name=DECIDIRCOM&names_filing_type=
Paulo Henrique Amorim
terça-feira, 1 de junho de 2010
DILMA NAS REDES SOCIAIS
27.05.2010
A pré-candidata, Dilma Rousseff, está ganhando admiradores e seguidores nas redes sociais. Desde a criação do perfil no Twitter, no mês passado, o @dilmabr já contabilizou mais de 68 mil seguidores. No Orkut, Dilma têm mil membros – quantidade máxima permitida pela rede. Já os amigos do Facebook passam de 2600.As ferramentas têm sido um excelente canal de comunicação, onde Dilma recebe, responde sugestões, críticas e muitos elogios dos internautas. Os seguidores do Twitter, por exemplo, costumam divulgar momentos em que a Dilma participa de programas ao vivo na internet ou na televisão, frases marcantes da pré-candidata, dentre outros assuntos importantes.
O Dilma na Web separou alguns comentários divulgados nas redes sociais. O internauta do Twitter, @iadnasantos, fez questão de ressaltar sua admiração pela pré-candidata. “Eu estou torcendo por vc!Te admiro muito!”. “Uruguaiana - RS esta contigo é não abre”, disse @camila_inda para o @dilmabr.
Os elogios no Orkut também são frequentes. Danielle acompanhou o debate transmitido, na terça-feira (25), pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e ressaltou o desempenho da pré-candidata. “Bom dia, estou agora mesmo assistindo a sabatina da CNI. A senhora tem se saído muito bem e mostrado a importância de saber governar. Um grande abraço”.
“Brava Dilma. Além de coragem, o Presidente Lula provou que o mais importante é ter espírito público e um projeto de Brasil para a maioria dos brasileiros, não apenas para os privilegiados de sempre.
Por isso, vamos adiante contigo, para desenvolver e ampliar as conquistas já alcançadas”, disse Mmadu Mario Madureira no Facebook.
Você também pode enviar recados e sugestões para a Dilma. Participe! Adicione a pré-candidata nas redes sociais.
EDINHO CONSIDERA FUNDAMENTAL A PARTICIPAÇÃO DA JUVENTUDE NA POLÍTICA

CREDIBILIDADE DA DATAFALHA FOI PRO SACO!
24/05/2010 - 16:42
Amostragem do Datafolha favoreceu Serra
Por J
Problema 1: a amostra é URBANA, não vai ao RURAL
A amostra por fluxo de ponto (fluxo de pessoas nas ruas) somente vai ao URBANO (85% do país), não vai ao RURAL (15% do país). Vai à sede URBANA dos pequenos municípios, como se fossem RURAL. A amostra por fluxo de ponto é somente calculada para REGIÃO DO PAÍS e NATUREZA DO MUNICÍPIO. No RURAL, Lula e Dilma Rousseff apresentam percentuais de aprovação ainda maiores do que no URBANO. Não há cruzamentos por URBANO e RURAL.
Problema 2: a amostra tem a ESCOLARIDADE errada
Por Gunter Zibell
A HUMANIDADE DEVE SER UMA SÓ
O Ódio de Classe
Não é segredo para ninguém que a política brasileira migra para a bipolaridade. De um lado o PSDB e do outro o PT como centros orbitais de uma série de corpos menores, na galáxia do PMDB. Mas o embate político brasileiro possui elementos da neurose de classe. O primeiro deles é o ódio de classe, que está ligado à destruição da tradição criminosa e partidária brasileira, que se expunha como representação conservadora. A redução de partidos assemelhados a quadrilhas à condição de pequenos partidos se deveu ao desmonte dos currais eleitorais promovido pelo programa Bolsa Família. O artigo é de César Kiraly.
César Kiraly
Há tempos que os franceses falam em uma neurose de classe. Aparentemente ela se manifesta sob as condições sociais de mudança ascendente de classe, na qual o sujeito sofre, justamente, porque não se sente parte do universo ao qual passa a pertencer. Nesses contextos o que existe é uma personalidade que por questões de mérito e austeridade deixa de pertencer a sua antiga classe social, que passa a não mais vê-lo como um igual, e passa a ser incorporado por uma outra à qual ele não se sente pertencente. Esta neurose pouco comum – porque é muita mais fácil que as pessoas desçam de classe do que subam de classe, se podemos dizer assim, além do que, as mobilidades de classe costumam se dar em blocos populacionais, então, toda uma população muda em conjunto o seu modo de vida e seus vínculos de afetos – é percebida em circunstâncias sociais que permitem ascendência meritória pela educação. O fenômeno, pois bem, não nos interessa muito, pelo menos não no que concerne a um dos grandes problemas brasileiros, a pobreza, mas nos permite ver uma das faces escondidas da resistência aos pobres. Porque a neurose de classe se manifesta como sofrimento, mas como em toda neurose existem repressões, que, no caso, se mostram como ódio de classe.
Não é segredo para ninguém que a política brasileira migra para a bipolaridade. De um lado o PSDB e do outro o PT como centros orbitais de uma série de corpos menores, na galáxia do PMDB . Assim, aquele partido que consegue encantar as migrações cósmicas da galáxia acaba por arregimentar possibilidade de governo. Mas o embate político brasileiro também possui um elemento de resquícios sociais. O primeiro elemento que incrementa este efeito colateral da neurose de classe, que é o ódio de classe, é a destruição da tradição criminosa e partidária brasileira, que se expunha como representação conservadora. A redução de partidos assemelhados a quadrilhas à condição de pequenos partidos se deveu ao desmonte dos currais eleitorais promovido pelo programa Bolsa Família.
Não é demais compreender que frente à falta de garantia do mínino de subsistência, comina na mesa, de ninguém possa ser cobrada a postura de fazer o certo, não se pode contar, em política, com ações heróicas, e, de um modo geral, nem é desejável que as pessoas se comportem como heróis da classe, mas o programa bolsa família abriu espaço para a existência de virtudes públicas. Frente à tentativa de cooptação por partidos-quadrilha o homem comum pode dizer não ao benefício maior que obteria preferindo fazer o que considera certo para o seu futuro e o de seus filhos. A idéia de mínino de subsistência permite ao homem comum pensar de modo moral e levar, ainda que de modo simples, a sua inflexão diante do certo para a vida pública. O modo mais imediato de fazê-lo é pelo voto livre.
Esta liberdade do homem simples aguça o sentimento do ódio de classe. De alguma forma este correlato da neurose de classe que é o ódio de classe, possui uma irritação profunda com o fato de que existem homens que ainda que escravizados por relação de emprego ruins, ou por falta de estrutura social ou educacional possam, nas matérias mais importantes, dizer o que julgam melhor. Se não há mais um partido político capaz de recurralizar, de modo imediato, as relações sociais no Brasil, a esperança, dos que sentem ódio, está ligada à campanha de oposição ao governo.
Não há que se lembrar que a pessoa do presidente é vítima de uma série de comentários e chacotas típicas do ódio de classe. A idéia de que um homem pode mudar o seu destino pelo princípio do melhor e que atrela a sua existência ao “viver por alguma coisa” é insuportável para aqueles que precisam acreditar que a existência não tem qualquer sentido e que “viver é viver por e para si”. A autonomia do homem simples é o motor do ódio de classe. Cabe ao homem simples resistir. Por agora, resistir pelo voto.
Cesar Kiraly é doutor em ciência política pelo IUPERJ, no qual coordena o Laboratório de Estudos Hum(e)anos.
