Fabiana Soler é vereadora do PT em Potim (SP). Formada em Comunicação Social pela UNESP de Bauru, é Administradora com extensa experiência na área de Pesquisas de Opinião Pública.
sexta-feira, 12 de março de 2010
quarta-feira, 10 de março de 2010
PT RESPONDE ÀS MENTIRAS DA MÍDIA CONSERVADORA E ACIONARÁ A JUSTIÇA
Nota do Partido dos Trabalhadores
É com perplexidade e absoluta indignação que o Partido dos Trabalhadores vem acompanhando a escalada de ataques mentirosos, infundados e caluniosos por parte de alguns órgãos da imprensa a partir de matéria sensacionalista publicada na última edição da revista Veja.
O mais absurdo desses ataques se deu hoje, terça-feira (9), quando o jornal O Estado de S.Paulo usou seu principal editorial para acusar o PT de ser “o partido da bandidagem” – extrapolando todos os limites da luta política e da civilidade sem qualquer elemento que sustente sua tese.
O PT tem uma incontestável história de lutas em defesa da democracia, da cidadania, da justiça e das liberdades civis. Nasceu dessas lutas, se consolidou a partir delas e, nos governos que conquistou, tem sido o principal promotor da idéia de um Brasil efetivamente para todos, com absoluto respeito às instituições democráticas, às regras do jogo político e ao direito fundamental à liberdade de opinião e expressão.
Para nós, a diversidade de opiniões é a essência não só da democracia, mas também do próprio PT. Devemos a essa característica, em grande parte, o sucesso de nosso projeto de país, cujo apoio majoritário da população se dá em oposição aos interesses da minoria que nos ataca.
Nem o PT nem a sociedade brasileira podem aceitar o baixo nível para o qual parte da mídia ameaça levar o embate político às vésperas de mais uma eleição presidencial. O Brasil não merece isso. A democracia não merece isso. A liberdade de imprensa, defendida pelo PT mais do que por qualquer outro partido, não merece que façam isso em nome dela.
O PT não entrará nesse jogo, no qual só ganham aqueles que têm pouco ou nenhum compromisso com a democracia. Mas buscará, pelas vias institucionais, a devida reparação judicial pelas infâmias perpetradas contra o partido e seus milhões de militantes nos últimos dias.
Acionaremos judicialmente o jornal o Estado de S.Paulo, pelo editorial desta terça, e a revista Veja, pela matéria que começou a circular no último sábado. Também representaremos no Conselho Nacional do Ministério Público contra o promotor José Carlos Blat, fonte primária de onde brotam as mentiras, as ilações, as acusações sem prova e o evidente interesse em usar a imprensa para se promover às custas de acusações desprovidas de qualquer base jurídica ou factual.
José Eduardo Dutra
Presidente Nacional do PT
É com perplexidade e absoluta indignação que o Partido dos Trabalhadores vem acompanhando a escalada de ataques mentirosos, infundados e caluniosos por parte de alguns órgãos da imprensa a partir de matéria sensacionalista publicada na última edição da revista Veja.
O mais absurdo desses ataques se deu hoje, terça-feira (9), quando o jornal O Estado de S.Paulo usou seu principal editorial para acusar o PT de ser “o partido da bandidagem” – extrapolando todos os limites da luta política e da civilidade sem qualquer elemento que sustente sua tese.
O PT tem uma incontestável história de lutas em defesa da democracia, da cidadania, da justiça e das liberdades civis. Nasceu dessas lutas, se consolidou a partir delas e, nos governos que conquistou, tem sido o principal promotor da idéia de um Brasil efetivamente para todos, com absoluto respeito às instituições democráticas, às regras do jogo político e ao direito fundamental à liberdade de opinião e expressão.
Para nós, a diversidade de opiniões é a essência não só da democracia, mas também do próprio PT. Devemos a essa característica, em grande parte, o sucesso de nosso projeto de país, cujo apoio majoritário da população se dá em oposição aos interesses da minoria que nos ataca.
Nem o PT nem a sociedade brasileira podem aceitar o baixo nível para o qual parte da mídia ameaça levar o embate político às vésperas de mais uma eleição presidencial. O Brasil não merece isso. A democracia não merece isso. A liberdade de imprensa, defendida pelo PT mais do que por qualquer outro partido, não merece que façam isso em nome dela.
O PT não entrará nesse jogo, no qual só ganham aqueles que têm pouco ou nenhum compromisso com a democracia. Mas buscará, pelas vias institucionais, a devida reparação judicial pelas infâmias perpetradas contra o partido e seus milhões de militantes nos últimos dias.
Acionaremos judicialmente o jornal o Estado de S.Paulo, pelo editorial desta terça, e a revista Veja, pela matéria que começou a circular no último sábado. Também representaremos no Conselho Nacional do Ministério Público contra o promotor José Carlos Blat, fonte primária de onde brotam as mentiras, as ilações, as acusações sem prova e o evidente interesse em usar a imprensa para se promover às custas de acusações desprovidas de qualquer base jurídica ou factual.
José Eduardo Dutra
Presidente Nacional do PT
domingo, 7 de março de 2010
2010 é o ano da mulher na política
Serys Slhessarenko - Senadora (PT-MT), é segunda vice-presidente do Senado
Correio Braziliense - 06/03/2010
O mês de março é simbólico para nós, mulheres, porque nele comemoramos o Dia Internacional da Mulher — 8 de março — uma data peculiar, de lutas e simbolismos. A mulher tem sido tema de discursos e artigos, principalmente em virtude de 2010 ser um ano eleitoral, em que teremos várias mulheres disputando — potencialmente — a vaga de presidente da República. Com base nisso, resolvi fazer pesquisa simples na internet sobre a relação mulher e eleições e deparei com manchetes, no mínimo, questionáveis, como: fulana é a única candidata mulher a concorrer às eleições; representatividade pequena de mulheres nas eleições da cidade tal; cotas de mulheres não é preenchida e muitas outras. É lastimável ler esse tipo de notícia nos tempos em que a mulher conquista espaço na área profissional e familiar. E por que não ocupar posições no meio político?
A resistência contra as mulheres na política é antiga — desde 1922, quando Bertha Maria Júlia Lutz, uma das pioneiras nessa batalha pela igualdade de direitos entre homens e mulheres, representou as brasileiras na Assembleia-Geral da Liga das Mulheres Eleitoras nos
Estados Unidos, onde foi eleita vice-presidente da Sociedade Pan-Americana. Ao regressar a nosso país, Bertha Lutz criou a Federação Brasileira para o Progresso Feminino, a fim de continuar a luta pela extensão de direito de voto às mulheres, até o decreto ser sancionado por Getúlio Vargas.
Na política, já fomos tardias. O voto feminino no Brasil só passou a ser obrigatório a partir de 1946. No entanto, até hoje as mulheres ainda encontram dificuldades na área. As poucas que conseguem “politicar”, muitas vezes encontram obstáculos para se manter. Precisamos alterar essa lógica de que política é coisa de macho neste país.
O voto feminino foi garantido, no entanto, a cidadania não. Muitas mulheres são excluídas do processo eleitoral. Não se candidatam, não ousam entrar nesse meio. São desestimuladas a participarem dos pleitos. Aquelas que rompem a barreira para serem candidatas sofrem com a falta de apoio, de estrutura e recursos financeiros e humanos.
Soa paradoxal que sejamos maioria na hora de votar (somos mais de 50% do eleitorado brasileiro) e minoria na hora de representar e sermos representadas no poder. Algumas pesquisas revelam que as mulheres nem sempre votam em mulheres. O motivo, muitas vezes, é cultural. Não estamos acostumadas a ver mulheres candidatas e, muito menos, no exercício do poder.
É preconceituoso, mas nossa cultura paternalista nos impede de enxergar que a mulher pode comandar, gerir e executar política. Esse é um desafio que costuma mover o segmento feminino, mostrando sua capacidade de superação. Com base nos meus mais de 20 anos de vida pública e outros 25 de vida universitária, posso garantir que a mulher se supera a cada dia.
Segundo levantamento da Organização das Nações Unidas (ONU), de cada cinco assentos nos parlamentos do mundo, apenas um pertence a uma mulher. O ideal é que se atinja o equilíbrio: que não menos de 40% e não mais do que 60% das vagas pertençam a um mesmo sexo. Em alguns lugares isso já acontece, como em países nórdicos e europeus. Na Suécia e Noruega, por exemplo, as mulheres participam com 40% das cadeiras do Legislativo e 50% dos executivos. Ou seja, metade dos ministros é do sexo feminino.
No Brasil, é bem diferente. Dos 513 parlamentares da Câmara dos Deputados, 45 são mulheres (8,77%). Nenhuma delas, mesmo em mandatos anteriores, jamais ocupou cargo titular na Mesa Diretora. No Senado, não é muito diferente. Somos 81 senadores e apenas 11 mulheres (13,58%). No entanto, conseguimos avanços. Na mesa diretora atual, dos 11 cargos disponíveis, o segmento feminino ocupa dois deles. Mas ainda é pouco.
Como disse o presidente Lula durante o 4º Congresso Nacional do PT, recentemente, “a verdade é que a mulher ainda é tratada no submundo de cada residência como se fosse um objeto de segunda classe”. Ela não participa da política, é impedida, uma vez que não é um setor considerado próprio delas. A lei de igualdade de voto ajuda, a Constituição Federal também ajuda, mas o que é necessário, o que é preciso, é a quebra do preconceito, a quebra de uma cultura machista.
Há tempos, nós, mulheres, lutamos por isso, por uma posição na política brasileira. Este ano, as eleições estão aí. A mulher na política tem sido o tema principal, já que teremos, pela primeira vez, várias candidatas potenciais do sexo feminino concorrendo à vaga de presidente da República. É a chance de fazermos a diferença. É uma conquista! As mulheres estão chegando.
sábado, 6 de março de 2010
SAIBA QUEM É O PROMOTOR JOSÉ CARLOS BLAT DO CASO BANCOOP

O promotor de Justiça José Carlos Blat já respondeu processo no MP-SP (Ministério Público de São Paulo) eEle era acusado de tentar se livrar de multas do Detran e de tentar beneficiar investigados pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado).O promotor foi afastado das funções que exercia no Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) de São Paulo
E disse o Zé Agusto aqui neste post "Há um promotor do Ministério Público de São Paulo, José Carlos Blat, que faz uma investigação, e diz que há indícios de que a Bancoop desviou recursos para empresas ligadas a alguns dirigentes, "que repassaram os valores para campanhas do PT" (sem provar ainda). O promotor abriu o inquérito criminal em 2007"
Quem é promotor de Justiça de São Paulo José Carlos Blat que pediu à Justiça nesta sexta-feira (5) a quebra do sigilo bancário do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, e o bloqueio das contas da Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop).....Vamos conhece-lo?
Em 1998, o promotor José Carlos Blat entrou para o Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do qual foi afastado em 2004, em circunstâncias confusas. A Corregedoria o investigava por uma tentativa de livrar-se de multas no Detran e por um episódio estranho em que um carro oficial do Gaeco foi apreendido fora da cidade de São Paulo – com um criminoso ao volante. No fim de 2004, a Corregedoria do Ministério Público decidiu levar essas investigações a fundo.A Corregedoria disse ter encontrado indícios de crimes mais graves contra o promotor...As primeiras investigações contra Blat colocaram em xeque suas ações contra desmanches de veículos roubados. Promotores afirmaram que uma seguradora de veículos indicava quais locais deveriam ser invadidos e quem deveria ser preso
Blat também foi acusado de proteger o contrabandista chinês Law Kin Chong, preso em São Paulo. Em 2002, quando participou de uma força-tarefa antipirataria, ele teria dirigido o foco da investigação somente contra os pequenos contrabandistas, deixando Law livre para atuar. Uma advogada que trabalhava para o contrabandista visitava Blat periodicamente no Gaeco.
As investigações descobriram ainda que Blat mora num apartamento de Alfredo Parisi, que já foi condenado por bancar o jogo do bicho. Blat admite que, antes de se tornar promotor, foi sócio do filho de Ivo Noal, outro banqueiro do bicho, numa loja de conveniência
Sobre Blat pesam também as seguintes suspeitas: usar veículos e pessoal do Gaeco para interesses pessoais, negociar com um delegado a liberação de seu pai, que teria sido preso em flagrante por armazenar bens roubados, abuso de autoridade, truculência e suspeita de enriquecimento ilícito.
Os bens do promotor também entraram na mira da Corregedoria. Segundo os depoimentos, Blat comprou de uma só tacada dois carros importados e blindados.
Investigações mais profundas seriam necessárias para comprovar os crimes. Porém, em vez de promover quebras de sigilo para esclarecer por completo as suspeitas, o atual procurador-geral de Justiça, Rodrigo Pinho, recomendou o arquivamento de tudo.
O procurador de Justiça Antonio Ferreira Pinto, que atuou nas investigações sobre Blat, se diz indignado com o pedido de arquivamento dos processos contra promotor de Justiça José Carlos Blat. Disse o procurador de Justiça: ...."No entanto, por muito menos, políticos e empresários são duramente investigados pelo Ministério Público paulista – é o caso do ministro da Fazenda, Antonio Palocci. Enquanto seu destino no Ministério Público não é definido, Blat já traça outros planos. Disse a VEJA: "Eu me desiludi com o Ministério Público. Estou pensando em me candidatar a deputado federal".
Fonte: Blog http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/
sexta-feira, 5 de março de 2010
Ministro do Supremo Tribunal Federal falta a julgamento e deputados se livram de pena

Ministro Eros Grau, do Supremo Tribunal Federal
Fernando Lucio Giacobo.AE
5 de março de 2010
A notória demora do Poder Judiciário para julgar processos e a falta do ministro Eros Grau na sessão de ontem do Supremo Tribunal Federal (STF) beneficiaram os deputados federais paranaenses Alceni Guerra (DEM) e Fernando Lúcio Giacobo (PR). Ambos são acusados de fraude em licitação no município de Pato Branco (PR).
Os ministros do STF passaram a tarde de ontem discutindo se os dois deputados deveriam ou não ser condenados. O julgamento terminou empatado em 5 a 5. O voto de desempate deveria ter sido dado por Eros Grau, que não participou da plenária de ontem. O Supremo não divulgou os motivos da ausência. O problema é que o caso, que começou a tramitar em 2007 ao STF, prescreve hoje. Ou seja, uma eventual punição aos parlamentares não poderá ser executada.
A relatora da ação penal, Ellen Gracie, defendeu a condenação dos deputados. Para ela, Alceni e Giacobo deveriam ser condenados à pena de dois anos de detenção e dez dias multa, no valor diário de dez salários mínimos. Mas, de acordo com a ministra, a pena deveria ser transformada em prestação de serviços comunitários e pagamento de cem salários mínimos.
Se o voto de Ellen Gracie tivesse sido seguido pela maioria dos ministros do STF, essa seria a primeira condenação de político imposta pelo Supremo na história recente. Mas o placar terminou em cinco a favor da condenação e cinco contra.
De acordo com informações divulgadas ontem pelo Supremo, na época em que foi prefeito de Pato Branco, Alceni Guerra, encaminhou à Câmara Municipal um projeto de lei com o objetivo de sanar uma grande dívida do município com o INSS por meio de um contrato de concessão para exploração, pela iniciativa privada, da rodoviária da cidade.
O Legislativo municipal estabeleceu um valor mínimo para a concessão - de R$ 1,34 milhão - e admitiu que parte dessa quantia fosse paga pela empresa vencedora da licitação em títulos da dívida pública agrária até o valor de R$ 1.131.704,90.
Mas ao fazer a licitação, a prefeitura sob comando de Alceni teria recebido a proposta de uma única empresa, constituída apenas dois meses antes da licitação e de propriedade.
quinta-feira, 4 de março de 2010
Edinho Silva:O projeto do PSDB e do DEM vive o seu pior momento

Valor Econômico - 04/03/2010
Edinho Silva, presidente do diretório do PT-SP, trabalha para construir uma liderança para disputar o Estado. A dificuldade está no enfraquecimento regional do partido, depois que o presidente Lula Inácio Lula da Silva chegou ao poder. Edinho reclama da indefinição do deputado Ciro Gomes (PSB), que atrasa as campanhas nacional e estadual do PT em São Paulo. A seguir, trechos da entrevista dada ao Valor.
Valor: O PT nunca governou São Paulo e nesta eleição aposta em um nome fora do Estado. Como explicar essa dificuldade?
Edinho Silva: O PT nunca conseguiu construir um projeto para governar São Paulo, mas não é que não tenhamos candidatos importantes. Tivemos Suplicy, Dirceu, Marta, Genoino, Mercadante e o próprio Lula. Se o PT hoje é um partido que tem mais de 30% dos votos, devemos muito a essa construção. Mas quando se constrói um projeto para ganhar um Estado ou um país, tem que ter um programa que acumule. Não pode passar a eleição e jogar o programa de governo no lixo ou deixá-lo na gaveta nem lançar a cada eleição uma candidatura diferente. Isso mostra a falta de um projeto para ganhar São Paulo. Teríamos que repetir lideranças.
Valor: Por essa lógica, o candidato seria Mercadante neste ano?
Edinho: Se repetirmos Mercadante, pela primeira vez São Paulo vai entender que o PT tem um projeto para ganhar o Estado. Perdemos com ele (em 2006). Vamos repetir e aperfeiçoar o programa de governo. Isso é interpretado pelo eleitor como um partido que tem projeto para ganhar. Se for uma nova liderança, ela não pode abrir mão do projeto de governar o Estado para disputar um outro cargo ou ocupar outro espaço. Se a liderança se desvia, o partido não acumula forças.
Valor: O PT na Presidência há dois mandatos enfraqueceu o PT paulista? Muitos foram para o governo federal ou para o Congresso.
Edinho: Tínhamos uma ansiedade muito grande de fazer Lula presidente. Faço parte de uma geração que começou a militar inspirada no Lula. Respirávamos, dormíamos, acordávamos, nos alimentávamos do sonho de eleger Lula. Mesmo Genoino, quando foi ao segundo turno, era nítido que todos os quadros estavam focados no Lula. A campanha de Genoino ficou esquecida. Se tivéssemos olhado para a campanha com um pouco mais de carinho, ele poderia ter ganho. O PT de São Paulo tem a dimensão do PT nacional. O núcleo fundador do PT era muito paulista e centrou no Lula. Deixamos de pensar um projeto para São Paulo com começo, meio e fim com planejamento, política de alianças e programas de governo.
Valor: O PT tem 64 prefeituras e o PSDB, 205. Com PMDB e DEM, a oposição detém 54,1% dos municípios. Como reverter esse quadro?
Edinho: O enraizamento do PSDB no interior vem desde Covas e passa por Alckmin e Serra. São quatro governos sucessivos que criaram uma relação com a sociedade, mas há desgaste. Quando se apresenta uma boa proposta, o interior se dispõe a votar no PT. Não é uma resistência enraizada. Não existe rejeição da classe média. Ela vota em proposta que pode não só melhorar sua vida, mas também o ambiente social.
Valor: Qual a estratégia para enfrentar a coligação PSDB-DEM?
Edinho: O projeto do PSDB e do DEM vive o seu pior momento. Existe um sentimento por um novo projeto de gestão. O PSDB vive um momento difícil por não ter conseguido responder a problemas centrais, como segurança, educação, saúde e agora os problemas ocasionados pelas chuvas. Não adianta dizermos que está errado, temos que mostrar as propostas para cada uma dessas áreas. A Educação deve ser o centro do debate, o Estado não pode estar entre os piores. Não pode liderar os mais baixos salários de policiais ou mostrar cenas terríveis como as das enchentes.
Valor: O partido está perdendo a vantagem de tempo sobre Serra?
Edinho: Exatamente. O PSDB e o DEM vivem o seu pior momento talvez desde o governo Covas. Deveríamos estar mais ofensivos no debate e não conseguimos. E não é só a conjuntura nacional, como o caso do governador Arruda, que interfere. Tem a falta de investimento anti-enchentes. As imagens que São Paulo mostrou são duríssimas para a figura do governador, para a figura de bom gestor. É claro que parte do desgaste é conjuntural. Em junho e julho não teremos enchentes. Mas o desgaste deixa cicatrizes.
Valor: O PT ainda não tem candidato em São Paulo. Isso atrapalha?
Edinho: Não é o quadro que desejamos, mas fizemos tudo o que poderíamos. Mobilizamos o partido no Estado e formulamos diretrizes de um programa de governo. Temos um diagnóstico do Estado debatido em cada região e uma equipe trabalhando. Construímos um campo político com nove partidos, que pode chegar a onze. Temos dialogado com a direção nacional do PT e com a coordenação da campanha da ministra Dilma para definir o quadro nacional o mais rápido possível. Sem isso, fica muito difícil dar continuidade à construção da tática em São Paulo.
Valor: O partido está travado pela indefinição de Ciro Gomes?
Edinho: Enquanto não tiver uma definição do PSB, não temos como avançar. Definida a tática nacional, resolvemos São Paulo em uma semana, dez dias. A indefinição nacional começa a atrapalhar a construção do palanque da ministra Dilma no Estado, que tem 22,3% do eleitorado do país. É o Estado do nosso principal adversário. Aqui se define a vitória ou a derrota eleitoral. Cada dia que passa é um a menos para que estejamos construindo o palanque da ministra Dilma. O esforço é para definir até o fim de março. Precisamos correr o Estado. Temos dificuldade no interior, onde a diferença entre Serra e Dilma aumenta muito. Precisamos ter encontros com prefeitos, movimento sociais, confrontar projetos. São Paulo é onde mais se materializa a política do PSDB, onde se tem as matrizes administrativas dos oito anos de governo FHC.
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